
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Primeiro de Maio no ISVA
quinta-feira, 8 de abril de 2010
- The Collector, de Martin Hampton
Documentário, 2003/2006 [27’ Francês, legendado em inglês]
Durante 50 anos, Chirstian coleccionou coisas que outros deitavam fora. O presidente da câmara municipal tentou proibi-lo, mas ele continuou o seu trabalho à noite, para evitar ser visto.
Louco, desesperado pelo desperdício da vida moderna, trabalhou 365 dias por ano para salvar coisas que ainda acreditava serem úteis, guardando-as na sua casa ou em locais que só ele conhecia. A sua enorme colecção de frigoríficos, televisões, brinquedos, sapatos, livros, etc.., que guarda uma história dos hábitos de consumo da sua cidade, é considerada por alguns como um enorme trabalho artistico. - espaço temporário*multicultural*intervencionista*gratuito*sem fronteiras*sem rosto*experimental*revoltado*de cidadania
quarta-feira, 7 de abril de 2010
http://ohomemrevoltado.blogspot.com/terça-feira, 6 de abril de 2010
Tempo de plantar e de colher






quinta-feira, 25 de março de 2010
Muito admirável mundo novo
É impressionante o poder da escola, da religião, da mídia, das empresas e do Estado. Um poder de controlar, de mudar opiniões, comportamentos e atitudes. A vida moderna fascina a todos com seus celulares, lap top’s, automóveis e TV’s. Ao lado de tanta tecnologia, a cultura também é transformada, uma tecnocultura – pautada no descartável – aparece e desaparece como nuvens tropicais levadas ao sabor do vento.
Tudo é mensurado, calculado e desperdiçado sem maiores problemas. Bombas são fabricadas de forma cada vez mais eficientes, no sentido dos seus efeitos letais. É preciso utilizá-las, pois, assim como os remédios de laboratórios, têm um prazo de validade, aquelas que não forem utilizadas irão para o lixo. Os Estados e mais precisamente suas forças armadas defendem a necessidade de se armarem cada vez mais, pois no futuro, algum outro país poderá vir a fazer pressão para tomar seus recursos e então urge a necessidade de mais armamentos.
Nesta loucura que se transformou o mundo, ficamos preocupados com os meninos de nossas ruas, os assassinos e os policiais e os ladrões de nossas cidades, os vendedores de tóxicos e entorpecentes (VTE) e assim por diante e, pior, nem sabemos quem são nossos vizinhos e quando sabemos por vezes nos assustamos. Nesta loucura, ficamos pasmados com os discursos de solidariedade, cooperação, paz, liberdade, fraternidade defendidos por todos e negados logo em primeira instância por muitos. Para onde vai tudo isso, todo esse discurso quando se tramam guerras, golpes? Quando se morre tanta gente de fome, ou por falta de cuidados com a saúde ou por falta de condições de habitações. Para onde escoa o discurso dos poderosos, onde estará o vertedouro dessas imundícies e dessas canalhices e como se desfazer de tudo isso?
É tempo de decidir o que queremos. Teremos fôlego para criarmos um mundo novo admirável, vivenciado, verdadeiro? ... Mas, quem quer uma nova utopia, nesse corre-corre, nesse dia-a-dia, do fast food, do ônibus lotado e do trânsito parado? Como parar para desejar algo diferente, se não tem nem tempo para pensar no dia seguinte da vida real, do outro dia logo após outro e mais outro e, logo chega o fim de semana e tem o macarrão, o casamento da sobrinha, o aparelho de TV ligado no melocômicodramático, ou seja, no melancólico final do fim de semana, para aqueles que podem desfrutar dessas 48 horas sem ter que suportar a mediocridade de um emprego que lhe avilta, diminui e estraga toda a sua dose de doçura, amor e esperança em um mundo melhor nas próximas 24 horas.
terça-feira, 23 de março de 2010
O que aprendi hoje no ISVA - Relato de Interação Educativa
Hoje estivemos no ISVA. Ouvimos relatos de Antônio Mendes sobre as broncas que a natureza tem dado em nós seres humanos. Noite passada a chuva castigou o telhado de Seu Antônio e se não houvesse intervenção dele a casa iria cair sobre sua cabeça. Foi o caos...
Além da ameaça no telhado da casa a tempestade que se passou deixou as marcas no terreno. Um abacateiro teve um grande galho tombado depois da tempestade. Os indícios são de que ou o Abacateiro caiu por conta de um raio, ou o temporal com chuva e ventos fortes forçou o galho que, cheio de abacates, não agüentou o peso.
Já comecei exercitando o que havia aprendido em Interação educativa anterior, cujo professor foi um dos meninos freqüentadores do ISVA. Confirmei que estou bem melhor amolador de facão na pedra. Isso foi a preparação para a atividade do dia que foi cortar esse grande galho que estava atravessando um caminho. Era tão grosso que parecia um tronco de árvore.
O aprendizado do dia foi o da Agroecologia. Não era simplesmente cortar o galho desprezando o que havia caído como um simples restolho. O galho estava forçando outras árvores, e teríamos que ter todo o cuidado com a segurança de um cacaueiro que estava quase tombando com seu peso. “Ainda mais que agora vem o período de dar cacau” como disse seu Antônio. Além disso, deixar pedaços inteiros não facilitaria a compostagem natural do solo.
Tivemos que ir estudando aos poucos o que fazer e podando o galho que já era maduro e tinha muitas outras ramificações. Além do mais tinha um cipó de inhame enramando e outros cipós. Tínhamos que ir podando com o cuidado necessário para agredir o mínimo possível as outras plantas. Usamos três facões (eu, Eduardo e Antônio) e revezamos o machado.
O resultado é que tiramos muitos abacates, vários galhos de árvores, alguns pedaços de madeira mais grossos passíveis de serem utilizados para lenha. Além disso saímos com uma aprendizado ecológico fundamental do trato e do cuidado com a natureza, bem diferente de muitos desses discursos que vemos reproduzidos pela eco-burguesia.
Descobrimos também que aquele galho estava oco e cheio de água. correndo por dentro Antonio nos deu a explicação criticando o serviço de parques e jardins da prefeitura que poda árvores de maneira muito errada. “Quando eles podam um galho sem deixar um cotoco deixam um buraco pra água infiltrar. Isso pode derrubar uma árvore”.
Esse foi mais uma dentre as várias interações educativas que acontecem no cotidiano do ISVA. Os aprendizados teóricos surgem simplesmente de nossos questionamentos sobre a atividade prática. Se não surgem são estimulados para que surjam de forma autônoma.
Igor Sant’Anna
Colaborador, Sócio-fundador e Pro-aluno do Instituto Socioambiental de Valéria
